QUEM SEGUIR EM 2014

Os quadrinhos cearenses deram uma considerável guinada em 2013 não somente em produção, mas no surgimento de novos talentos e reaparecimento de velhos (e bons) autores. O Cultura de Quadrinhos, então, deixando de lado as listas de melhores do ano e tentando prever o futuro, pontua pra vocês quais os nomes que devem ser acompanhados em 2014 no cenário das HQs cearenses.

ARTISTAS

1. Juliana Braga

Professora/organizadora da Oficina de Quadrinhos da UFC, Juliana Braga faz parte de uma profícua e genial geração de mulheres artistas que tem mostrado as caras cada vez mais na internet, mas que ainda fazem uma considerável falta (em termos de números, não em qualidade) em grupos, eventos e coletâneas. Dona de uma arte simples que mistura o estilo chibi e traços próximos aos objetivos desenhos de moda, Juliana apresenta histórias comuns e de identificação rápida, com um caráter popular divertido e variando entre a comédia de casos e o quadrinho social “pensante”, com certos experimentalismos até, bem como um algum romantismo poético e jovem. Mantém uma página no Facebook, Os Desenhos da Juh, e sua produção (graças a Deus) tem sido cada vez mais regular.

Vindo de Desenhos da Juh

2. Zé Wellington

Já conhecido por muitos por seus trabalhos em coletâneas e por ser uma dos fundadores/organizadores do grupo Gattai e do evento FAMS em Sobral, Zé Wellington é possivelmente uma das mais importantes figuras das histórias em quadrinhos cearenses atuais, tanto por sua produção quanto por sua movimentação pra divulgar e fomentar a arte pelas terras do padroeiro José e além. No entanto, faltava em seu currículo um trabalho de peso e que fizesse jus a seu talento, o que esperamos ter em 2014 através dos dois anúncios feito pelo autor: Quem Matou João Ninguém? e Steam Ladies. Com referências muito bem calcadas nos quadrinhos americanos e japoneses dos anos de 1980, seu texto possui uma pegada sci-fi que rememora William Gibson e a narrativa de Isaac Assimov. Vale ficar de olho!

Quem Matou João Ninguém?

Quem Matou João Ninguém?

3. Natália Matos

Ainda com uma produção meio tímida, essa ex-aluna da Oficina de Quadrinhos da UFC e do Estúdio Daniel Brandão, tem surpreendido os mais atentos com quadrinhos e ilustrações oníricas e sensíveis, com aquele toque profissa de que “menos é sempre mais”. Mantém uma página no Facebook de nome curioso e atraente: Mobília & Balão e seu tumblr fecha o par de ases de onde encontrá-la.

Mobília e Latão

Mobília e Latão

4. Rebeca Moreira e Gleison Santos

Também vindos da OQ-UFC e Estúdio DB. Apesar de ambos terem trabalhos sozinhos (e que podem ser acompanhados em suas páginas pessoais, aqui e aqui, ela com quadrinhos que falam sobre pessoas e rotinas e ele com um tom mais aventureiro e intenso), é no trabalho conjunto que a qualidade de seus quadrinhos salta aos olhos e mentes. Com estilos bem característicos que misturam mangás, Schulz e arte de rua, Rebeca e Gleison são duas estrelas ascendentes que tudo o que precisam é de uma melhor divulgação de seu material e uma produção mais regular. Seus trabalhos podem ser acompanhados na página do Onomatopio.

Por Gleison e Rebeca

Por Gleison e Rebeca

5. Pedro Brandão (PJ Brandão)

Também um dos filhotes da Oficina da UFC, é um dos fundadores do grupo Avantecast e coletivo Gerimoon (onde alguns dos bons nomes desta lista fazem parte) e professor de roteiro e quadrinhos do Porto Iracema das Artes. Seus quadrinhos têm aparecido com parcerias ou em manifestações bem simples, e possui uma linguagem mais próxima às crônicas (algo de Paulo Mendes Campos e Fernando Veríssimo nos trabalhos desse jovem), mas que carregam um caráter de crítica social e muitas referências literárias, bem como um humor ácido. É possível ver mais do rapaz em sua página no facebook, Pedrinho Chegava Descalço, e quem acompanhar seu perfil pessoal poderá conferir suas “crônicas de coletivos”.

O tal do coelho do Pedro.

O tal do coelho do Pedro.

6. Nathália C. Forte

Com um tradição mais ligada à arte educativa e muita experiência e alguns experimentalismos, Nathália C Forte é uma grande promessa para o ano que vem e os vindouros, tanto em trabalhos sozinha quanto em parcerias. Apesar de bem mais próxima ao mundo dos livros infantis/ilustrados que aos quadrinhos, seu passado – que remonta ao Estúdio Graph It – talvez nos mostre futuros e interessantes projetos. Acompanhem a menina em sua página no Facebook.

Riqueza com desenhos e recortes.

Riqueza com desenhos e recortes.

7. Maxwell Duarte

Max é um contador de histórias nato. Antes como animador, esse ano se enveredou pelos quadrinhos, sendo um dos destaques do Curso de Quadrinhos do Estúdio Daniel Brandão. Sua arte dinâmica, com enquadramentos ousados e narrativa veloz é o que há de melhor em quadrinhos de ação/aventura atualmente no Ceará. Apesar de haver muito da animação looney tooniana em seu traço, também há a riqueza e intensidade dos bons mangás e algo de comics noventistas (ou pelo menos o que de bom pode ser retirado de lá). Ainda se firmando nessa área, tendo uma breve passagem pelo título infantil Comando 5 Aventura, de Allan Goldman, um de seus mais esperados projetos para 2014 é Alma de Dragão, quadrinho criado por Kaléo Mendes e que, depois de um hiato de quase 5 anos, voltará ao universo on line pelo traço de Mad Max.

Só silhuetas.

Só silhuetas.

8. Cristiano Lopez

Cartunista e tirista velho de guerra, tendo inclusive já participado da equipe do Capitão Rapadura entre 1996-2002, e ser um dos artistas da Turma do Pinote, Cristiano vem mantendo tiras regulares (pelo menos até o Natal, onde o cara precisava de algum descanso) na página do Cultura de Quadrinhos, com os títulos Demonaldo, o Demônio Entendiado e Somos Bichos. Apesar forte influência dos quadrinhos da DisneyItália, Sérgio Aragonés e um estilo comics mais Greg Capulloniano, é um artista incrivelmente versátil, variando facilmente entre diferentes estilos sem perder a identidade de seu traço. Para 2014 além de manter suas tiras, começará projetos novamente ligados ao Capitão Rapadura, além de outros personagens de sua criação. Não deixem de acompanhar o trabalho de comissions em seu blog pessoal e os cartuns que produz para o jornal Agrovalor em Lopez Cartuns.

Cristiano e seus bichos.

Cristiano e seus bichos.

9. Débora Cristina

Com um pé nas artes plásticas e outro nos quadrinhos, Débora Cristina é uma artista que aos poucos tem mostrado seus traços. Colaboradora do site Quadrinhos em Questão, ainda é cedo para falar mais sobre ela, mas conferindo algumas de suas manifestações de arte e parcerias é possível que seu nome não saia de nossas mentes pelo menos até o próximo FIQ.

Uma parte de seus comics.

Uma parte de seus comics.

10. Jonathan Lima

Com um blog/portfolio existindo há algum tempo, esse experiente artista começa a fazer umas incursões mais ousadas em termos de quadrinhos. Com um traço limpo e muito preciso, com certeza é alguém pra se ficar de olho.

A coisa tá feia, mas a arte é linda!

A coisa tá feia, mas a arte é linda!

Cursos e Escolas

1. Oficina de Quadrinhos da UFC

O mais tradicional centro formador de quadrinistas do Ceará é ao mesmo tempo o que mais se atualiza e experimenta. Por ser um projeto de extensão sempre é cheio de gente nova e acaba sendo uma grande panela de pressão com boas ideias sempre em ebulição. O que mais falta à OQ – UFC, no entanto, é uma publicação periódica (talvez um anuário) com o melhor do que vem sendo produzido lá. Acompanhem as atualizações da Oficina e esperem pelas novas datas de inscrição para 2014.

2. Estúdio Daniel Brandão

Um dos maiores celeiros de artistas de quadrinhos na terra de Nossa Senhora de Assunção continua sendo um ótimo investimento para futuros quadrinistas e mesmo para pintores, desenhistas, escritores etc etc etc. Seu diretor/dono e principal quadrinista foi, em 2013, uma das figuras de melhor produção independente do estado. Além de participar de algumas coletâneas, como o encadernado que comemora os 40 anos do Capitão Rapadura, lançou o tão aguardado livro Liz, coletânea de tiras que ele escreve com sua filha, Liz Brandão, e que ficou durante o mês de novembro entre os mais vendidos da livraria Cultura de Fortaleza. Fora isso, os dois últimos semestres foram incrivelmente produtivos em termos de bons alunos e as turmas já se organizam para fazer seus quadrinhos (online ou não) o que esperamos que realmente aconteça. Até lá, vamos esperar o lançamento do Zine dessa turma.

Mensagem Especial: Grupos e Coletivos

The Comics Café

Como já falado aqui mais de uma vez, é um coletivo/grupo de amigos de quadrinhos cearense que possui um direcionamento que vai além da produção, mas prima pela qualidade do que está sendo produzido, tanto em formato quanto em conteúdo. 2013 foi um ano de intenso trabalho para seus 3 integrantes: Fálex Vidal, João Belo e Júlio Belo e os três já avisaram que vem coisa boa vindo aí, inclusive uma obra conjunta, capitaneada pelo sempre inquieto Fálex. Então 2014 tem tudo pra ser um rico ano em quadrinhos e café. É esperar pra ver.

Revista Digital Zinext

Encabeçada por Macílio Oliveira (um cara que já tem uma certa tradição em formação de grupos de quadrinhos), a Zinext tem uma das melhores propostas de publicações online para iniciantes e acaba sendo um ótimo laboratório pra quem tem um trabalho e quer publicar com algum retorno em comentários de artistas e leitores. Em sua 8ª edição também é um indicativo de autores que poderão despontar em alguns anos.

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REVIEW 4×4

Poucos devem saber, mas Fernando Lima é uma das figuras mais importantes do quadrinho cearense. Foi um dos primeiros professores da Oficina de Quadrinhos da UFC, presenciou/participou de um dos períodos mais ativos da produção de quadrinhos do estado (Manicomics-Panorama Nona Arte), tendo sido o mestre de alguns dos artistas de celebrada carreira desse período e após ele. Hoje é coordenador do Fórum de Quadrinhos do Ceará – grupo cuja data de formação é considerada, por este que vos escreve, como marco temporal da “retomada” do quadrinho cabeça-chata -, editor do site Armagem.com e um dos produtores mais ativos que tenta – se possível com ajuda, se não do seu jeito mesmo – sempre publicar seus trabalhos e o de amigos e parceiros, utilizando-se, inclusive, de ferramentas modernas (há muito ele abandonou o uso do papel para seus desenhos, fato não seguido por muitos artistas jovens, e sempre está atualizado sobre ferramentas digitais de produção de HQs). Atualmente também é conhecido com o criador do Fantasma Escarlate e parceiro de JJ Marreiro no projeto HERÓI Z.

O fato de ele encabeçar a edição de um trabalho seria, por si só, algo que merecia ser visto. No entanto,  a tal publicação – chamada genialmente de 4×4 – é de extrema importância histórica porque resgata artistas que estavam há algum tempo longe de atividade e que são mestres e referência para praticamente todos os que vieram após eles. Acredito, por sinal, que todas as histórias são inéditas e isso dá um vigor único à jurássica obra. São eles, além do próprio Fernando, Geraldo Jesuíno – o dragão dourado dos quadrinhos cearenses -, Silas Rodrigues e Walber Feijó.

Enfim, indo ao quadrinho em si, sua grandeza é rodeada de simplicidade. Com o espaço limitado de 4 páginas, um universo de possibilidades se torna além do ilimitado – uma maneira poética de dizer que as histórias possuem o descompromisso de seguirem a mesma estrutura, com ideias, temas e mensagens bem diferentes de si. Cada um dos artistas fixou-se em trazer contos que tivessem sua mensagem compreendida da maneira mais objetiva possível, tratando seus roteiros (e arte) com cuidado, tentando estabelecer uma identidade única de si mesmos.

A primeira história, “Instinto Materno”, do próprio Fernando, é uma visita do autor ao seu traço cartum e envolve temas de fantasia, terror e sci fi com um final bem forte e surpreendente. Nada infantil por sinal. Tão marcante e segura quanto um bom filme. Vale a pena ler e reler.

Geraldo Jesuíno, idealizador e criador da Oficina de Quadrinhos da UFC, é o segundo na sequência do quadrinho e mostra porque a alcunha de “grande dragão dourado” não é exagerada. Apesar da escolha clássica pela página gradeada, ele se usa de recursos narrativos que dão um tom de artes plásticas e levam a história a um ponto sensorial, bem além mesmo do básico “texto e imagem”. Arrisco dizer que, depois de tantos anos, Jesuíno ainda nos faz sentir na escola.

Silas, por sua vez, traz uma história marcadamente bem humorada – que, por sinal, fez um bom contraponto com as duas anteriores, tendo em vista os temas “pesados” delas e ainda serviu como uma ponte perfeita para o derradeiro conto; novo ponto positivo pra edição – utilizando-se de um dos pontos mais preciosos numa HQ: a passagem de tempo. Não há como dizer mais sem correr o risco de entregar a piada. Tem de ler pra conferir.

Por fim e não menos importante, Walber Feijó que, além de ter entregue uma grande história – também seguindo uma lógica próxima a de Silas – destaca-se sua esmerada arte, tão simplesmente bem feita como uma boa arte de quadrinhos deve ser. Há um “quê” de qualidade com alguma influência europeia de fazer inveja a muito filhote de Marvel/DC por aí. De se encher os olhos.

Faz alguns meses que a obra foi lançada e parece ter passada despercebida pelos “radares” de alguns leitores, inclusive os mais assíduos – e nisso me incluo, tendo em vista que essa resenha deveria ter saído durante seu lançamento, alguma coisa entre março e julho – e pouco bafafá teve. No entanto, isso é preciso frisar, é uma obra de grande importância e extrema qualidade, um tratado de respeito aos bons quadrinhos e a manutenção do legado dos magníficos narradores. Fernando chegou a comentar que gostaria de fazer mais dessas e eu apoio a iniciativa, principalmente porque apoio ter uma coleção de boas histórias… em 4 páginas.

A NOVA DC E A MORTE DO SUPERMAN

A DC Comics, editora da Liga da Justiça – pra resumir todas as bandeiras spandex da editora – está de logo novo. Segue abaixo para que vocês vejam.

Se seu cérebro “rebootou” depois disso, relembro a antiga logo:

Eu costumo fazer comentários longos sobre isso, mas dessa vez eu vou tentar não me alongar. Bem, antes de tudo eu preciso dizer: eu achei o logo novo belíssimo. Ele é moderno, visualmente atraente, direto, o lance de ele “mudar de identidade” pra cada linha de trabalho deixou-o dinâmico e até divertido…

MAS… (e sempre que aparece uma adversativa em uma frase as pessoas costumam esquecer o que veio antes)

… Ele não é nada heroico. Não importam quantas luzes verdinhas, sombrinhas, fumacinhas, fios, texturas e o escambal coloquem nesse logo novo em nada ele me passa a energia do anterior. Nada mesmo. Ele é fixo, parado e – até certo ponto – “fofo” (não dá a impressão de que é uma mofada auto-adesiva? Eu acho…). Eu olho pra ele e não consigo identificar que o produto que vou consumir é um comics – e o uso da expressão é esse mesmo: comics, spandex, quadrinhos energizados e bombalizados e cheios de ação de heróis americanos – em nada ele me remete a um quadrinho cheio de fantasia super-heroica.

Não estou aqui pra julgar a DC, mas para constatar um fato: a indústria de quadrinhos americana decretou seu fim – por mais que muitos digam que isso aconteceu (pelo menos intelectualmente) há tempos, acredito que não, que as grandes editoras ainda se mantinham como EDITORAS DE QUADRINHOS SPANDEX.  Mas quando a casa do deus dos super-heróis, O Superman, rende até o significado do que ela é ao mundo dos negócios, bem, então esse sim é o completo fim.

O logo de uma editora não é somente o o símbolo a ser fixado na memória em um instante, mas é a implementação de seus significados, a forma física de suas filosofias, ideias, objetivos e ideais. O logo anterior – já uma evolução de seu primeiro logo, o círculo com estrelas – mostrava a energia da DC, o heroismo de seus personagens, mesmo todos sabendo que sim, ela era uma empresa, ela fazia coisas pensando nas vendas, ela mataria (ou “rebootaria”) qualquer coisa pra abocanhar mais verdinhas (ou azuis e amarelas, dependendo do país), ao olhar aquele logo automaticamente o Superman passava voando em sua mente – uma égide total do superheroismo que gerou a cultura spandex – e você sentia que em algum lugar em meio a negociatas, contratos, brigas por mais ou menos vendas, ainda havia um fã concreto tentando fazer seu trabalho, tentando manter a chama viva, ainda existia algo ali, naquelas linhas angulares e pontas, de que ainda é possível acreditar em algo.

Esse novo logo destrói isso. Ele é um tiro definitivo no Superman. Ele define o fim de uma era que tentou perdurar por mais tempo que o necessário às mudanças…

… ou talvez, EU tenha que decretar minha falência como fã de quadrinhos…

COMEÇOU 2012! O QUE ESPERAR DO MUNDO NERD-POP?

Entre promessas de fim do mundo e reboots, 2012 parece ser um ano de ouro pro mundo nerd/pop. Pensando nisso, faço o primeiro post deste ano dando uma geral no que de principal vem por aí.

EVENTOS


DQN 2012
Dia 28 de janeiro na Gibiteca de Fortaleza, Av. da Universidade 2572, de 8h às 18h


O que é. Evento que acontece na Gibiteca de Fortaleza comemorando o Dia do Quadrinho Nacional proporcionando atividades e ações que além de divertirem, também objetivam trazer uma reflexão sobre a cultura das histórias em quadrinhos no Brasil. A 3ª edição promete muito mesmo.

O que eu acho. Sob muitos pontos de vista o DQN não é um mero evento de diversão vazia, mas algo de cunho político e cultural muito forte, desde sua primeira edição em 2010. O Fórum de Quadrinhos do Ceará também cresceu da referida data pra cá e tem respaldo o bastante pra entregar um grande evento.

FORTALEZA COMIC CON
Dias 28 e 29 no Centro de Convenções do Ceará


O que é. A organização do SANA percebeu que o público neo nerd/geek/pop/etc. cresceu consideravelmente em comparação ao atual público de mangá/anime. Pensando nisso eles prepararam um evento ao estilo “comic cons” que estará dentro do anual SANA Fest.

O que eu acho. Um passo esperado, mas nem por isso menos aguardado. A organização do SANA já provou que é capaz de manter um evento grande o suficiente para ter inúmeras atrações e moderno o suficiente para nunca sair de moda.

QUADRINHOS


MARVEL
Vingadores vs. X-men

O que é. A famigerada Força Fênix está voltando à Terra em busca de um novo hospedeiro (por que? Não havia ninguém bom o bastante no resto do universo? Servicinho ruim esse dos classificados do cosmos hein?) – dessa vez a garota Esperança é a escolhida. A divergência sobre o que fazer com a menina acaba fazendo com que os Vingadores e os X-men entrem em um conflito escrito e desenhado pelas maiores estrelas da editora.

O que eu acho. 1º Gosto de megassagas, 2º Mas não gosto quando elas ficam dando voltas em si mesmas (crises infinitas?), 3º O que me faz ver que isso me parece uma xerox cósmica da Guerra Civil, 4º A Marvel não tem vilões tão ruins pra eles fazerem os heróis se surrarem a cada 2 edições desde Vingadores: A Queda, 5º Alguns dos melhores artistas do mainstream sendo usados como buchas numa megassaga insossa? Sério? Isso foi o melhor que eles puderam pensar? Vou voltar a ler Aranha Ultimate com Bendis e Pichelli…

DC COMICS
Novos 52

O que é. A continuação do reboot mantém suas histórias independentes e não anuncia nada de novo.

O que eu acho. Sério? Nenhuma megassaga? Nem um fio do que poderia ser? Tá tudo estranhamente muuuuito quieto na DC…

IMAGE COMICS

O que é. A editora faz 20 anos.

O que eu acho. Se ninguém fizer um encadernado do Spawn, Youngblood ou WildC.A.T.S por mim merece o bolo. FATALE de Brubaker e Philips parece ter dado início a uma comemoração interessante…

GRAPHIC MSP

O que é. Autores nacionais produzem graphic novels dos personagens da Turma da Mônica, dando sua própria visão sobre cada um dos personagens. Um combo dos bem sucedidos MSP 50.

O que eu acho. Desde que Sidney Gusman assumiu uma das cadeiras de editor da MSP as coisas têm ido de bom pra melhor ainda e não somente pro Maurício, mas para leitores de quadrinhos de todas as idades e para grandes autores que precisavam ser conhecidos por um grande público além de suas searas específicas. Já vou colecionar.

MYTHOS EDITORA

O que é. Galera que lança material Bonelli e que destruíram o bolso, mas deram um senhor carinho no coração, de uma ruma de colecionadores lançando as edições clássicas da Eerie em versões lindonas com capa do Frazetta e no megaultrasupermassafoda encadernado do Conan.

O que eu acho. Se eles continuarem assim, vou ter de começar a vender meu corpo pra comprar tudo o que os caras vão lançar…

JBC EDITORA

O que é. Principal editora de mangás do Brasil. Está relançando Evangelion em formato tokohon e anunciou  umas coisas aí que não me interessam.

O que eu acho. Vamos ver se o resto de Eva vai sair esse ano e nos dois formatos: tanto o proposto inicialmente pela Conrad – o qual a JBC foi inicialmente muito respeitosa em manter ao lançar as edições 21 a 24 – quanto o seu “especial”. Eu só acredito vendo…

PANINI EDITORA

O que é. Talvez a maior editora de quadrinhos do Brasil, especializada em supers e MSP. Prometeu esse ano continuar One Piece e relançar Dragon Ball.

O que eu acho. De novo…

QUADRINHOS INDEPENDENTES

O que é. Autores bancando suas próprias publicações, seja com incentivos de editoras/concursos/programas de assistência/pactos com o diabo/o escambal.

O que eu acho. 2011 foi um ano muito bom pro quadrinho nacional e melhor ainda pros seus autores. Gente ganhando Eisner, trabalhos sendo elogiados na Europa e EUA por público e crítica, leitores brasileiros gostando de trabalhos feitos por brasileiros. No entanto, sempre há o medo de que uma coisa dessas seja um bafafá temporário e pronto, acabou. Espero que, na verdade, seja um ensaio pra algo maior. Os irmãos Bá e Moon já disseram que tão trabalhando em coisas novas. JJ Marreiro também já falou que tá preparando umas coisas. Há uma série de grupos e parcerias se formando. Capitão Rapadura tá na ativa de novo. Bem, vamos ver como vai ser.

CINEMA


AS AVENTURAS DE TINTIM

O que é. Peter Jackson e Steven Spielberg fazendo a animação de um dos personagens aventureiros mais legais das HQs, utilizando a tecnologia de Avatar e tendo como mote uma das melhores histórias de Hergé.

O que eu acho. Depois de algumas falhas e outras coisas fracas, duvidar de Spielberg não é algo tão absurdo. Peter Jackson, depois de Senhor dos Anéis, por mais que fizesse filmes bons, não conseguiu mais fazer algo que desse aquele friozinho no estômago que foi ver Aragorn invadindo Gondor com um exército de desmortos. No entanto, Tintim parece ser aquele típico trabalho “Caramba! Eu sou muito fã disso! Acho que eu posso me divertir muito fazendo isso!”. Resultado: até onde sei a Europa adorou, os trailers são incrivelmente empolgantes e a animação parece ser infinitamente melhor que a promessa. Bom, EU vou ver.

SHERLOCK HOLMES: O JOGO DE SOMBRAS

O que é. Continuação do sucesso de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr como Holmes e Jude Law como  Watson. Na sequência eles encaram um dos maiores inimigos do personagem nos livros, o Prof. Moriart.

O que eu acho. Sou suspeito. Adoro o Downey Jr. Não. Não sou gay.

MILLENIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

O que é. Versão americana de um filme sueco (eu acho) que é a versão de um livro, com o James Bond, Daniel Craig.


O que eu acho. Fora o comentário anterior não sei de nada e nem procurei, porque o título não me disse nada interessante nem me chamou a atenção. Mas os cartazes e fotos promocionais são alguns dos melhores que vi. Quando sair em DVD eu alugo.

MOTOQUEIRO FANTASMA: O ESPÍRITO DA VINGANÇA


O que é. Sequência 8 anos depois do primeiro filme, mas dirigido pelos mesmos caras de Adrenalina e Carga Explosiva. Nela, Johnny Blaze está na Europa tentando encontrar uma maneira de controlar/fugir da maldição e tem de salvar um moleque que vai ser a via de acesso do Cruz-credo pro nosso mundo.

O que eu acho. Só a dupla de diretores já me fariam assistir ao filme, apesar das cansativas caras e bocas de Cage. O visual que eles sugeriram ao Motoqueiro deu uma força enorme ao personagem e a trama rala, previsível e bobinha garante que teremos muita ação motorizada e monstruosidades. Um blockbuster spandex despretensioso com um dos trailers mais chamativos do ano. Pra ver no cinema, sessão promocional, com uma ruma de amigo, um sacão de pipoca e 10 copos de refrigerante 1L!

ANJOS DA NOITE 4: UM NOVO AMANHECER


O que é. Interminável continuação de um filme que sempre foi superestimado com um roteiro completamente previsível antes mesmo de ser anunciado.

O que eu acho. Acho a Kate Beckinsale uma gata…

FÚRIA DE TITÃS 2

O que é. Um novo filme, mas continuação do mesmo filme. 10 anos após a libertação do Kraken, Perseu tenta aproveitar a aposentadoria cuidando do filho, mas o deve de herói chama. Cronos, deuses, monstros, muita ação e uma qualidade visual mais elaborada apresentam uma aventura que promete bem mais que o filme anterior.

O que eu acho. Que alguém andou jogando God of War demais… Apesar da história ainda não parecer uma primazia, o trailer dá uma sensação de épico tão concisa e bem feita que acho quase impossível esse decepcionar na tela grande um espectador médio ou aqueles que querem ir ao cinema para se divertir mais que se emocionar. Já tô na fila.

JOGOS VORAZES

O que é. Mais um filme baseado em uma infinita série de livros que tenta seu lugar ao sol como a Saga Crepúsculo, Harry Potter, Código Da Vinci, Nárnia e por aí vai. Na trama, moleques se degladiam numa caçada dentro de uma floresta pra entreter o governo.

O que eu acho. Premissa muito boa – apesar de nada original, os japoneses já bullynivam moleques desde muito, Battle Royale é um exemplo – trailer bem bacana e emocionante. Fiquei até com vontade de ler os livros. Cinema na certa!

JOHN CARTER

O que é. Filme baseado na obra de Edgar Rice Buroughs, criador de Tarzan. John Carter é um soldado americano do século XVII (se bem não me engano temporalmente) que se vê transportado para Marte, onde descobre uma violenta raça de monstros verdes e se apaixona pela belíssima Dejah Thoris, princesa do povo vermelho de lá.

O que eu acho. Estou lendo o livro e apesar das diferenças da produção da Disney com a obra – e com as ilustrações do Frazetta – até agora não me decepcionei, mas ainda tô com o pé pra trás. Depois de umas duas semanas no cinema vou ouvir o que a galera diz. Obs.: Todo o elenco de suporte de Wolverine tá lá?

MEN IN BLACK 3

O que é. Jura que tu quer que eu explique? Onde você estava nos últimos 20 anos? Em Marte? Viu a luz vermelha?

O que eu acho. Depois de MIB 2 eu pensei que a franquia tinha ido pelo ralo, por isso nem me importei com o que quer que fosse. Por curiosidade vi o trailer. Não sei se pela viagem no tempo ou por Josh Brolin fazer perfeitamente K, mas eu me interessei de novo pela série. Vou esperar umas semanas em cartaz e vê no que dá.

ROCK OF AGES

O que é. Musical de rock dos anos 80. Tem o Tom Cruise.

O que eu acho. Tem o Tom Cruise, pô. E é rock. Que? Eu não sou gay…

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR / MIRROR, MIRROR

O que são. Dois filmes que recontam a história da Branca de Neve. Um de maneira obscura, o outro de maneira ‘restart’.

O que eu acho. Charlize Theron é o máximo e Chris Hemsworth é o Thor. Não há mais nenhum motivo pra ver esse filme. / Também gostei de “Para Sempre Cinderela” quando vi em Sessão da Tarde…

PROMETHEUS

O que é. Ridley Scott volta ao universo de Alien para contar uma história que não é Alien.

O que eu acho. Viram o trailer? Pois é, eu acho isso.

VALENTE

O que é. A história da Valente e rebelde Merida tentando corrigir seus erros numa jornada de salvação.

O que eu acho. Pixar fazendo um título de nome forte. Se eles me conquistaram com um filme de um rato e me fizeram chorar com um filme de brinquedos, só se uma desgraça acontecer que eu não estarei no cinema (e ela pode ser econômica e se chamar liseira).

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

O que é. Reboot do aracnídeo no cinema para um público que tenha nascido depois dos anos 1980.

O que eu acho. O filme certo com o time certo na época certa. Sam Raimi fez um trabalho magnífico, foi justo com as gerações antigas e preparou terreno para alguém fazer algo pras novas. Esse alguém é Marc Webb. Eu posso até não gostar do que vou ver – duvido – mas sei que esse é o Aranha dessa geração (bem como Andrew Garfield é o Peter) e já me sinto feliz pela lenda não morrer. Agora, recontar a história? Sério? Acho que eu mesmo vou matar o tio Ben…

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

O que é. Conclusão da genial releitura do Batman de Chris Nolan, agora com Bane e Mulher-Gato.

O que eu acho. Um filme que não precisava de trailer. Mas teve. Continua não precisando. Nolan fez uma trama tão bem elaborada no Cavaleiro das Trevas que seu filme chama muito mais atenção pela curiosidade do “que será que ele vai faz agora” do que pela promoção do filme. Cadeira cativa no cinema.

RESIDENT EVIL: RETRIBUTION

O que é. 5ª parte do filme de Mila Jovovich contra os zumbis que dizem ser baseado num jogo do PS.

O que eu acho. Filme da Mila dando porrada em zumbi. Em 3D. Tem como odiar um filme desses? Fiquei liso e não fui ver o anterior. Me arrependi. Eles realmente souberam explorar o 3D, mesmo que abandonassem a história. Pipoca? Amigos? 3D? Com toda certeza!

VEJA O NOVO TRAILER!


OS VINGADORES

O que é. Depois de uma série de sucessos (de bons a médios) de filmes de super heróis, a Marvel decide colocar tudo no mesmo saco e explodir sob o comando de Joss Whedon.

O que eu acho. Quando a primeira boataria sobre isso começou, antes mesmo de Homem de Ferro 1, eu especulei que um filme desses ou afundaria ou traria uma nova perspectiva ao gênero spandex. Agora, acompanhando as produções vejo que superestimei demais a coisa. O filme parece ser muito bom, mas ele não passa disso. Colocar grandes atores juntos num filme papoco não é mais tão difícil. Enfim, se tudo for bem, maravilha, se tudo for mal, maravilha também. Só ver que isso foi possível é razão pra se comemorar!

007: SKYFALL

O que é. Continuação do James Bond de Daniel Craig por Sam Mendes.

O que eu acho. Continuação do BRUCUTU James Bond de Daniel Craig pelo impressionante Sam Mendes.

O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

O que é. O início da jornada que eclodiu na Guerra do Anel, vista na trilogia O Senhor dos Anéis – maior vencedora de Oscars da história do cinema.

O que eu acho. Eu estou feliz por esse filme existir. Eu estava muito feliz por ser Guilhermo Del Toro seu diretor. Não é mais ele, mas eu continuo feliz porque é Peter Jackson o novo diretor. Não é um filme pra ser avaliado porque não se avalia Michelângelo ou Da Vinci ou Shakespeare – entendam a afirmação como quiserem. O trailer me tirou lágrimas dos olhos e ele encerra esse post emocionante.

REVIEW: BATMAN ANO UM: QUADRINHO + FILME


Dentre todas as coisas que acredito serem verdades no mundo dos quadrinhos, a genialidade de Frank Miller no início de sua carreira é uma delas. E incontestável. Inserido na minha visão e gosto pessoal do que é uma boa história, BATMAN ANO UM é o seu melhor trabalho, como história de super-herói, policial e um conto seguro, forte em suas simbologias e acessível a qualquer um, seja fã de quadrinhos ou não. Além disso, se levarmos em conta a época em que foi escrito, consegue um feito único, trazer realidade a um herói de fantasia spandex sem deturpar sua dignidade heroica e sem destruir seu espírito e honra que é o faz o morcego ser o mito que é. Em resumo, ele consegue ser real sem apelar para a destruição da figura do herói.

Recentemente, a DC Comics – e em sua onda, a Panini – nos convidou a revisitar a obra, em um encadernado e uma animação para DVD. Assim, decidi adquirir os dois para colocar na minha coleção de itens do Cavaleiro das Trevas.

O encadernado da Panini atrai pela capa dura, papel interno de qualidade e as páginas a mais do Mazzucchelli, mas o letreiramento ficou a desejar, principalmente nas narrações de Bruce Wayne, bem como a revisão, dando a impressão de se pegar um material bonito, mas que parece ter sido feito às pressas em suas últimas etapas do processo – em especial cito a 4ª capa da HQ, informando que há uma introdução de Frank Miller, quando quem faz a introdução é Dennis O’Neal e o texto de Miller – muito meia boca – aparece no final.

Isso, no entanto, não atrapalha a apreciação da obra. O texto de Miller está em sua melhor fase – ele usa elementos de filmes policiais e seu próprio toque pessoal concentrando a narrativa em Bruce Wayne se tornando Batman e em Gordon chegando a Gothan e trabalhando até o posto de comissário, limando arestas e removendo inutilidades, com um polimento excepcional dos desenhos e storytelling de Mazzucchelli, os quais ainda são prodigiosos e melhores que muita coisa atual e moderna. As páginas a mais do desenhista da série também são um carinho muito bem dado aos fãs e curiosos do processo criativo. As cores – mais “lavadas” – não desanimam, apesar de não terem o charme do primeiro impresso – que se bem não me engano foi feito em papel jornal – e estão bonitas e sombrias. Uma obra que com certeza é superior às suas falhas editoriais.

Quanto à adaptação da animação, essa sim é surpreendente. Não por ter “adaptado” algo (como foi o Batman Begins de Chris Nolan que se utilizou de muitos elementos de Ano Um e de sua temática, mas preferiu seguir seu próprio caminho), mas por – assim como Sin City – ter literalmente animado o que já estava feito. Desde o traço de Mazzucchelli, até as cenas e falas são repetidas em detalhes, dando-se a impressão de estar-se lendo um “video-comic” de alto nível. Poucas são as ressalvas quanto ao filme – de repente Bruce e Selina foram colocados no mesmo nível de combate – e as adaptações para um público maior, quando raramente ocorrem, não danificam ou desvirtuam a obra.

A animação em si também é de extrema qualidade. As cenas de luta estão bem coreografadas e a ação possui um “que” de Cowboy Bebop que se adequa perfeitamente ao filme, mesmo que por vezes pareça irreal demais. Afinal, sem pensar muito os realizadores fizeram toda animação como um filme noir. Mais sábio e simples, impossível. Destaque mais que especial ao comissário Gordon, um personagem tão forte, seguro e atraente que em vários momentos eclipsa a figura do morcego, e uma figura que Miller sempre soube trabalhar muito bem.

Há uma série de movimentos na internet pelo novo, o original. Isso com uma certa pressa e criticismo que, na verdade, tem levado as pessoas a fazerem obras razoáveis ou mesmo ruins, sempre preocupadas com arrecadação obtida de alguma forma por aquilo, de maneira que justifique seu tempo e paciência gastos, ao invés de objetivarem a boa história sendo contada, com personagens atraentes e uma trama minimamente inteligente – ou ao menos não pretensiosa. Ao meu ver, esse “erro” em saber lidar com a própria obra vem – também – de um mal estudo do passado, daquilo que foi feito e considerado bom, de qualidade, muitas vezes por pura irresponsabilidade do produtor – ou orgulho ou da já falada pretensão, enfim… – outras vezes por acessibilidade (que soa a desculpa esfarrapada, nesses tempos de rede mundial…). Assim, quando uma obra como BATMAN ANO UM é relançada e apresentada em uma nova mídia, merece uma observação mais apurada, mais detalhista para que se possa aprender com o que é considerado excepcional.



Para quem está interessado em assistir a obra e conversar sobre as diferenças entre as duas mídias, o GRUPO DE CINEMA 24 QUADROS, em uma parceria com o FÓRUM DE QUADRINHOS DO CEARÁ, realizará uma exibição GRATUITA do filme no dia 18.11, 18:30, na GIBITECA DE FORTALEZA (Av. da Universidade, 2572). Não deixe de ir!